segunda-feira, 14 de maio de 2012

México

México, oficialmente Estados Unidos Mexicanos, é uma república constitucional federal localizada na América do Norte. O país é limitado a norte pelos estados Unidos; ao sul e oeste pelo Ocenao ´Pacífico; a sudeste pela Guatemala, Belize e Mar do caribe; a leste pelo Golfo do México. Com um território que abrange quase 2 milhões de km quadrados, o México é o quinto maior país das Américas por área total e o 14º maior do país independente do mundo. Com uma população estimada em 111 milhões de habitantes, é o 11º país mais populoso do mundo e o mais populoso país de hispanofonia. O México é uma federação composta por31 estados e um Distrito Federal. O México figura também como o segundo país mais populoso e rico da América Latina, em ambos os casos superado somente pelo Brasil. Na Mesoamérica pré-colombiana muitas culturas amadureceram e se tornaram civilizações avançadas como a dos olmecas, toltecas, teotihuacanos, zapotecas, maias e astecas, antes do primeiro contato com os europeus. Em 1521, a Espanha conquistou e colonizou o território mexicano a partir de sua base em Tenochtitlán e administrou-o como o Vice-Reino da Nova Espanha. Este território viria a ser o México com o reconhecimento da independência da colônia em 1821. O período pós-independência foi marcado pela instabilidade econômica, a uerra Mexicano-Americana e a consequente cessão territorial para os Estados Unidos, uma  guerra civil, dois impérios e uma  ditadura nacional. Esta última levou à Revolução Mexicana em 1910, que culminou na promulgação da Constituição de 1917 e a emergência do atual  sistema político do país. Eleições realizadas em julho de 2000 marcaram a primeira vez que um partido de oposição conquistou a presidência do Partido Revolucionário Institucional. O México é uma das maiores economias do mundo e uma potência regional, e desde1994, o primeiro país latino-americano membro da  Organização para a Cooperação e desenvolvimento Econômico(OCDE), sendo um país de renda média-alta consolidada. O México é considerado um dos países recentemente industrializados e uma potência emergente. A nação tem o 13º maior PIB nominal e o maior 11º maior PIB por paridade de poder de compra. A economia está fortemente ligada à dos seus parceiros do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio(NAFTA), especialmente os Estados Unidos. O país ocupa o quinto lugar no mundo e o primeiro das Américas em número de Patrimônios Mundiais da Unesco, com 31 lugares que receberam esse título, e em 2007 foi o 10º país mais visitado do mundo, com 21,4 milhões de turistas internacionais. O México é etnicamente diverso e a constituição define o país como uma nação multicultural. A nacionalidade mexicana é relativamente jovem, decorrente de cerca de 1821, quando o México conseguiu a independência do império espanhol, e é composta por muitos grupos étnicos regionais distintos, como os diversos povos indígenas e imigrantes europeus. A maioria dos mexicanos são mestiços que compõem o núcleo da identidade cultural do México. Em 2004, o governo mexicano fundou o Instituto Nacional de Medicina Genômica (INMEGEN), que lançou o Projeto da Diversidade do Genoma Mexicano. Em maio de 2009, o Instituto emitiu um relatório em um grande estudo do genoma da população mexicana. Entre os achados, foi relatado que dos 80% da população é mestiça de uma forma ou de outra, a proporção de ancestralidade européia e indígena são aproximadamente uniformes. As proporções de mistura variam geograficamente de norte ao sul, como estudos anteriores pré-genômico tinham imaginado, com a contribuição europeia predominante no norte e um maior componente indígena no sul. Uma das conclusões importantes do estudo, foi relatado que, mesmo sendo composta de diversos grupos genéticos ancestrais de todo o mundo, a população mexicana é geneticamente distinta entre as populações do mundo.

Texto interessante sobre o México. Vamos ler, fazer os comentários e postar.

domingo, 6 de maio de 2012

A independência do Haiti

A Independência e seus problemas
 Enquanto, em Paris, a guilhotina decepava as cabeças do jacobinos, em São Domingos, Dessalines e seus companheiros continuavam a defender, de armas na mão, o ideal jacobino da liberdade e igualdade de todos os homens. Eles, os jacobinos negros, permaneciam fiéis ao espírito revolucionário da Convenção de 1789. A 29 de novembro de 1803, os revolucionários negros divulgaram uma declaração preliminar de Independência. A 31 de dezembro, foi lida a Declaração de Independência definitiva. O novo Estado recebeu, no batismo, a denominação indígena de Haiti. Dessalines se tornou o primeiro chefe de Estado haitiano, sendo coroado imperador em outubro de 1804. Mercadores de Filadélfia o presentearam com uma coroa e um manto imperial trazido de Londres. Começou a governar com as bençãos dos capitalistas ingleses e americanos. Os ex-escravos, por sua vez, viram-se definitivamente livres do trabalho compulsório nas plantações de cana e nos engenhos de açúcar. Sob as presidências de Pétion e Boyer, passaram a se dedicar à tradição herdada da África, ou seja, à agricultura de subsistência. O Haiti saiu do mercado mundial do açúcar e eliminou a possibilidade de progredir em direção a um nível econômico superior. De colônia mais produtiva das Américas passou a país independente pauperizado e fora de um intercâmbio favorável na economia internacional. As dificuldades do Haiti não se deveram, com o passar do tempo, somente ao domínio da agricultura de subsistência e à ausência de perspectivas econômicas mais elevadas. Deveram-se também, e não menos, à quarentena, que lhe impuseram até mesmo as nações latino-americanas recém-emancipadas. Quando exilado, Simon Bolivar encontrou abrigo no Haiti, onde recebeu de Pétion proteção, ajuda financeira, dinheiro, armas e até uma prensa tipográfica. No entanto, Simon Bolivar excluiu o Haiti dos países latino-americanos convidados à Conferência do Panamá, em 1826. O isolamento internacional acentuou o atraso e agravou as dificuldades históricas, após uma das mais heroicas lutas emancipadoras do hemisfério ocidental. A notícia do sucesso de uma revolução de escravos no Haiti teve profunda influência na América Latina, principalmente no Brasil. O fenômeno se alastrou com o nome de haitianismo - medo das elites de que o exemplo fosse replicado.
Ao longo do século 19, o grande fluxo de escravos fez renascer o haitianismo que, em última instância, abriu caminho para a imigração. Dos 23 governantes do Haiti que se seguiram até 1915, 19 foram destituídos ou assassinados. Depois de anos de guerra, as plantações e as cidades estavam destruídas. Os trabalhadores com alguma especialização haviam fugido do país. O comércio deixou de existir. Não havia moeda. Temerosos de que a rebelião de escravos se espalhasse continente afora, as potências europeias e os Estados Unidos não reconheceram a independência da nova nação. E pior: interromperam todas as relações comerciais. O bloqueio estrangulou a economia e esfacelou o poder político. O primeiro presidente, Jean-Jacques Dessalines durou pouco mais de um ano e foi assassinado. Em seu lugar assumiu Christophe Henry, que convocou uma assembleia constituinte, em 1806, na qual defendia que os ex-escravos voltassem às plantações de cana. Outra vez o país se dividiu, Henry e suas tropas fugiram para o norte. Lá, ele se proclamou rei Henry I, construiu palácios e instalou uma corte composta de quatro príncipes, oito duques, 22 condes, 37 barões e 14 cavaleiros. A aventura durou até 1920 quando, no meio de uma grave crise financeira, greves e fome, Henry se matou com um tiro. Seu efêmero reino foi incorporado à República do Haiti. Mas a situação política não melhorou muito e o país passou por guerras civis e golpes de Estado, numa incrível média de um a cada seis meses.
Alunos dos terceiros anos, no segundo bimestre estamos trabalhando a Independência das colônias latino-americanas, o Haiti faz parte deste contexto. Vamos ler o texto, fazer comentário e postar. Bons estudos.

sábado, 5 de maio de 2012

Lutero

O filme começa mostrando Martinho Lutero enfrentando uma tempestade. Quando um raio cai próximo a ele, o mesmo acredita "ser um chamado" e sente-se impelido a desistir do curso de direito e ingressar em um mosteiro. Em seguida narra a peregrinação de Lutero a Roma e mostra pessoas nos degraus da igreja comprando indulgências para seus familiares, supostamente para salvar suas almas do purgatório. Lutero decide comprar uma indulgência para seu avô e logo, se vê atormentado pelas práticas da Igreja Católica. Sua aflição ao voltar de Roma e sua recém-adquirida ênfase em seus sermões sobre o amor ao invés da ira de Deus, levam seu tutor a recomendar outra viagem, desta vez para que Lutero pudesse estudar teologia. Lutero avança em seus estudos até se tornar professor. Neste posto ele ridiculariza as indulgências e defende a vida, exaltando o amor de Deus, tendo se convencido através de seus estudos que o Seu amor sobrepujava a Sua ira. Podemos perceber que Lutero sempre esteve inseguro desde a sua primeira celebração da missa até o momento de sua viagem a Roma, isso mostra que ele sempre foi contra alguns ensinamentos da igreja. Com sua chegada de Roma Lutero passou a estar convicto de que a Igreja comportava-se de um modo não harmonioso com os dizeres expressos na Palavra de Deus. Quando suas indagações atingiam momentos críticos em sua cabeça, ele costumava "conversar" com o Diabo, condenando-o por querer lhe provocar por meio de tentações constantes, em detrimento de sua postura frente à procura pela "verdade". Lutero identificou, por exemplo, a existência de prostíbulos "específicos" para monges, centenas de pessoas entregando o pouco que possuíam para seu sustento em nome da "salvação" pregada pelos líderes católicos. Tetzel era um dos membros que participava do processo de   inquisição da Igreja. Ao sair da Espanha e chegar à cidade de Wittenberg, Tetzel proferiu um discurso aos fiéis da região com direito a imagens do purgatório para que os "verdadeiros tementes a Deus" pudessem conhecer o seu poder, recomendando assim, a compra da "passagem" ou livramento do purgatório. Após de terem sidos convencidos pela igreja muitas pessoas acabaram comprando essa indulgência. Algumas dessas pessoas que compraram as indulgências procuraram Lutero, que por sua vez mostrava-se contra as indulgências, mencionando que tudo não passava de papéis inventados pelos próprios homens. Alegava também que somente o amor de Cristo era capaz de providenciar paz de espírito, o alcance deste amor era oferecido por meio da Bíblia, gratuitamente. Lutero viu-se muito inconformado com a igreja, pois estava enganando os fiéis através do nome de Deus, dizendo que o papel de ensinar as orientações de Deus era uma responsabilidade exclusiva da Igreja Católica, "comandada" pelo Papa. Lutero se rebela contra a Igreja e escreve um ensaio de 95 teses que prega na porta da igreja de Wittemberg com o intuito de mostrar para os fiéis que estavam sendo todos enganados quanto ao ensinamento da Bíblia . Alguns membros da Igreja, assim como Lutero esperavam reformas, mas muitos deles consideravam que ele estava indo longe demais em suas críticas. A situação começou a ficar fora de controle quando as pessoas passaram a acreditar que elas eram oprimidas politicamente e espiritualmente. Ele passa então a ser perseguido e pressionado pelos líderes religiosos para que redimisse publicamente. Lutero se recusou a negar suas teses e desafiou a Igreja Católica a provar que elas estavam erradas e contradiziam o que pregava a Bíblia. Desde que a insatisfação da Igreja Católica foi demonstrada, dois processos tiveram início. O primeiro foi a tentativa violenta de subjugar Lutero; tanto através da força física quanto religiosa. O segundo foi o início da Reforma Protestante que acabou por abalar o mundo ocidental. Nesse momento Lutero foi designando a falar pessoalmente sobre o assunto com o representante católico e Lutero não revogou suas afirmações em respeito à Santa Igreja. Lutero então estava decidido a lutar contra a igreja e mostrou enfim que os líderes católicos estavam em busca somente de riquezas. A igreja nada satisfeita com o conhecimento dos pensamentos de Lutero com respeito às "verdades" do catolicismo resolveu então fazer o julgamento de Lutero. O papa Leão queria que o julgamento fosse em Roma, Frederico nada satisfeito com as intenções da igreja conseguiu que o julgamento ocorresse em Wittemberg. Após ter sido capturando pelos homens de Frederico, Lutero ficou escondido e para não perder tempo resolveu traduzir a Bíblia para o alemão. Preso, excomungado, banido pelo Papa e pelo imperador, exilado em castelo do príncipe, traduz todo o Novo Testamento para o alemão, para que as pessoas tivessem acesso a palavra de Deus. Muitos interpretaram as ideias de Lutero como se fossem para tomar o poder para o povo, houve então vários confrontos entre os camponeses protestantes e católicos, onde morreram grande número de pessoas. Lutero pôde presenciar os estragos após a "guerra santa". Consequência da divisão do mundo em duas igrejas. Nesse momento ele conheceu Katharine Von Borá, uma freira que havia lido todo material de Lutero, casou-se com ele e teve filhos. Se tornando assim uma verdadeira vitória para aqueles que apoiavam as ideias luteranas. O filme ‘LUTERO’ relata um dos temas mais complexos de ser discutido, principalmente aqui no Brasil, que é um país onde a maioria da população faz parte do catolicismo. Lutero não aceitava os dogmas da igreja, como por exemplo, a venda das indulgências. A Igreja Católica naquela época possuía uma hierarquia muito grande, era distante de seus fiéis. Lutero alegava que somente o amor de Cristo era capaz de providenciar paz de espírito e o alcance deste amor era oferecido por meio da Bíblia, gratuitamente. A Igreja Católica centralizava o poder sobre os fieis privando-os de possuírem um exemplar da Bíblia, sob alegação que jamais poderiam entendê-la, devido a sua complexidade. Enfim, Lutero foi um protestante preocupado com o verdadeiro ensinamento da Bíblia. Deu ênfase à fé e à palavra como os elementos de base conceitual, tanto que traduziu para o alemão. Para Lutero, só a fé seria capaz de levar alguém para a salvação de sua alma. Lutero é a expressão da modernidade que começa a surgir no mundo no século XVI, valorizando a subjetividade e ajudando a humanidade a reconhecer o valor da liberdade individual.

domingo, 18 de março de 2012

História de Cuiabá.

Os primeiros indícios de bandeirantes paulistas na região onde hoje fica a cidade se situam entre 1673 e 1682, quando da passagem de Manoel de Campos Bicudo pela região. Ele fundou o primeiro povoado da região, onde o rio Coxipó deságua no Cuiabá, batizado de São Gonçalo. Em 1718, chegou ao local, já abandonado, a bandeira do sorocabano Pascoal Moreira Cabral. Em busca de indígenas, Moreira Cabral subiu pelo Coxipó, onde travou uma batalha, perdida, com os índios coxiponés. Com o ocorrido, voltaram e, no caminho, encontraram ouro, deixando, então, a captura de índios para se dedicar ao garimpo. Em 1719, Pascoal Moreira foi eleito, em uma eleição direta em plena selva, comandante da região de Cuiabá. Em 8 de abril de 1719, Pascoal assinou a ata da fundação de Cuiabá no local conhecido como Forquilha, às margens do Coxipó, de forma a garantir os direitos pela descoberta à Capitania de São Paulo. A notícia da descoberta se espalhou e a imigração para a região tornou-se intensa. Em outubro de 1722, índios escravos de Miguel Sutil, também bandeirante sorocabano, descobriram às margens do córrego da Prainha grande quantidade de ouro, maior que a encontrada anteriormente na Forquilha. O afluxo de pessoas tornou-se grande e até a população da Forquilha se mudou para perto desse novo achado. Em 1723, já estava erguida a igreja matriz dedicada ao Senhor Bom Jesus de Cuiabá, onde hoje é a basílica. Já em 1726, chegou o capitão-general governador da Capitania de São Paulo, Rodrigo César de Menezes, como representante do Reino de Portugal. No 1º de janeiro de 1727, Cuiabá foi elevada à categoria de vila, com o nome de Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá. Cuiabá foi elevada à condição de cidade em 17 de setembro de 1818, tornando-se a capital da então província de Mato Grosso em 28 de agosto de 1835 (antes a capital era Vila Bela da Santíssima Trindade). Mas, mesmo a mudança da capital para o município não foi suficiente para impulsionar o desenvolvimento. Com a Guerra do Paraguai, Mato Grosso foi invadido. Várias cidades foram atacadas, mas as batalhas não chegaram à capital. A maior baixa se deu com uma epidemia de varíola trazida pelos soldados que retomaram dos paraguaios o município de Corumbá. Metade dos cerca de 12 mil habitantes morreu infectada. Somente após a Guerra do Paraguai e o retorno da navegação pelas bacias dos rios Paraguai, Cuiabá e Paraná é que o município se desenvolveu economicamente. A economia esteve, nesse período, baseada na produção da cana-de-açúcar e no extrativismo. Esse momento produtivo não duraria muito e o município voltou a ficar estagnado, desta vez até 1930. A partir desta época, o isolamento foi quebrado com as ligações rodoviárias com Goiás e São Paulo e a aviação comercial. A explosão no crescimento deu-se depois da década de 1950, com a transferência da Capital Federal e o programa de povoamento do interior do país. Nas décadas de 1970 e 1980, o município cresceu muito, mas os serviços e a infraestrutura não se expandiram com a mesma rapidez. O agronegócio expandiu-se pelo estado e o município começou a modernizar-se e a industrializar-se. Depois de 1990, a taxa de crescimento populacional diminuiu e o turismo começou a ser visto como fonte de rendimentos. Vamos ler o texto e postar os comentários.

segunda-feira, 12 de março de 2012

África, um continente sem história?

Não há região do mundo mais vítima da naturalização da miséria do que a África. Na concepção eurocêntrica, bastaria cruzar o Mediterraneo para se ir da “civilização” à “barbárie”. Como se a África não tivesse história, como se seus problemas fossem naturais e não tivessem sido resultado do colonialismo, da escravidão e do neocolonialismo.
Continente mais pobre, mais marcado por conflitos que aparecem como conflitos étnicos, região que mais exporta mão de obra – a África tem todas as características para sofrer a pecha de continente marcado pelo destino para a miséria, o sofrimento, o abandono.
Depois de séculos de despojo colonial e de escravidão, os países africanos acederam à independência política na metade do século passado, no bojo da decadência definitiva das potências coloniais europeias. Alguns países conseguiram gerar lideranças políticas nacionais, construir Estados com projetos próprios, estabelecer certos níveis de desenvolvimento econômico, no marco do mundo bipolar do segundo pós-guerra. Mas essas circunstâncias terminaram e o neocolonialismo voltou a se abater sobre o continente africano, vítima de novo da pilhagem das potências capitalistas. A globalização neoliberal voltou a reduzir o continente ao que tinha sido secularmente: fornecedor de matérias primas para as potências centrais, com a única novidade que agora a China também participa desse processo. Mas o continente, que nunca foi ressarcido pelo colonialismo e pela escravidão, paga o preço desses fenômenos e essa é a raiz essencial dos seus problemas. Mesmo enfrentamentos sangrentos, atribuídos a conflitos étnicos, como entre os tutsis e os hutus, se revelaram na verdade expressão dos conflitos de multinacionais francesas e belgas, com envolvimento dos próprios governos desses países. Hoje a África está reduzida a isso no marco do capitalismo global. Salvo alguns países como a África do Sul, por seu desenvolvimento industrial diferenciado e alguns países que possuem matérias primas ou recursos energéticos estratégicos, tem um papel secundário e complementar, sem nenhuma capacidade de assumir estratégias próprias de desenvolvimento e de superação dos seus problemas sociais. A globalização neoliberal acentuou a concentração de poder e de renda no centro em detrimento da periferia. Os países emergentes – em particulares latino-americano e alguns asiáticos – conseguiram romper essa tendência, mas não os africanos, porque não conseguiram eleger governos que rompessem com a lógica neoliberal predominante. O novo ciclo da crise capitalista e a primavera no mundo árabe podem trazer novidades que permitam a países africanos somar-se aos governos progressistas da América Latina. Texto de Emir Sader.
Estamos trabalhando a história da África e dos negros no Brasil no Projeto Diversidade cultural em nossa escola. Por isso é interessante a leitura dos textos complementares. Vamos postar os comentários sobre a temática. Bons estudos.


sábado, 10 de março de 2012

Galileu não foi o primeiro a dizer que a Terra gira em torno do Sol

É comum atribuir ao italiano Galileu Galilei (1564-1642) a criação do heliocentrismo. Apesar de o astrônomo renascentista ter contribuído muito para a aceitação dessa teoria no meio científico, a ideia de que a Terra se move em torno do Sol já vinha se desenvolvendo desde a Antiguidade.
No século V a.C., o filósofo grego Filolau formulou pela primeira vez a hipótese de que nosso planeta não ocupava o centro do Universo. Para ele, a Terra girava em torno de um “fogo central”, cuja luz era somente refletida pelo Sol. Posteriormente, no século V d.C., astrônomos indianos elaboraram teorias sugerindo que o globo terrestre orbitava ao redor do Sol e mencionando o que chamaríamos mais tarde de “lei da gravidade”.
Estudos do tipo continuaram a ser produzidos em plena Idade Média, mas o geocentrismo de Aristóteles e Ptolomeu perdurou, graças à Igreja Católica, como forma mais aceita de entender o movimento do planeta.
Foi preciso esperar até o século XVI para que o heliocentrismo alcançasse o status de teoria científica, e devemos esse avanço não a Galileu, mas ao médico e astrônomo polonês Nicolau Copérnico (1473-1543). Suas pesquisas resultaram na obra Das revoluções das esferas celestes, concluída em 1530 e publicada em 1543, na cidade de Nuremberg, pouco antes da sua morte.
O livro contradizia abertamente a Bíblia, e os opositores do heliocentrismo se multiplicaram contra a chamada “revolução copernicana”. A ideia de que a Terra girava em torno de si própria e, assim como todos os demais planetas conhecidos, em torno do Sol rendeu críticas ferrenhas vindas de nomes como Martinho Lutero (1483-1546), que chegou a chamar o cientista de “paspalho”.
A obra de Copérnico foi continuada por cientistas como o matemático alemão Johannes Kepler (1571-1630) e, principalmente, por Galileu. Suas descobertas confirmaram a coerência do heliocentrismo, do qual o italiano se tornou um defensor fervoroso, e mostraram uma série de falhas no sistema geocêntrico.
Em 1616, o heliocentrismo foi renegado oficialmente pela Igreja, e a obra-prima de Copérnico foi posta no índex (lista de livros considerados heréticos pela autoridade eclesiástica). Mesmo assim, Galileu continuou seus trabalhos e, protegido pelo papa Urbano VIII (1568-1644), publicou em 1632 o livro Diálogo sobre os dois grandes sistemas do mundo, um misto de elogio ao heliocentrismo e escárnio do geocentrismo.
A repercussão da obra foi enorme e, para seu autor, trágica: Galileu foi condenado à prisão perpétua pela Inquisição e seu texto foi proibido. Graças à influência de Urbano VIII, sua pena foi transformada em reclusão domiciliar, mas o tempo da punição não foi diminuído.
A censura às obras que defendiam o heliocentrismo só foi revogada mais de um século depois, em 1757, pelo papa Bento XIV (1675-1758). Somente então passamos a redescobrir a genialidade de Galileu, que, embora não seja criador do heliocentrismo, teve um peso inegável na construção da visão que hoje temos do Universo.
Vamos ler o texto e postar os comentários.

Breve Histórico do Zoológico da UFMT


Em 23 de março de 1977 iniciou-se na Universidade Federal de Mato Grosso, um plano básico para criação de alguns animais em volta de uma represa artificial construída no Campus de Cuiabá. Após alguns anos o número de animais aumentou, transformando então esse espaço em um pequeno Zoológico que se tornou uma das principais atrações da UFMT e da cidade.
A partir de 1992, o Zoológico da UFMT passa a integrar a estrutura administrativa do Instituto de Biociências – Resolução CO nº27 de 12 de fevereiro de 1992. Com a extinção do “mini zôo” do 9º Batalhão de Engenharia e Construção (9ºBEC) e a incorporação de seus animais ao plantel do Zoológico da UFMT, consolidou-se a idéia de se estruturar um zoológico de animais regionais representando os sistemas naturais do Estado de Mato Grosso, a Amazônia, o Pantanal e o Cerrado. Os animais são abrigados em ambientes que reproduzem seu habitat natural e encontram-se confinados de três formas: individual, em casais e em comunidades.
Atualmente o Zoológico da UFMT possui em seu plantel 75 espécies dentre as classes de répteis, aves e mamíferos. Muitas das quais severamente ameaçadas de extinção, como por exemplo, a ariranha, o gavião real, o macaco aranha, que como outras já se reproduziram em cativeiro no Zoológico da UFMT.
Desta forma, o Zoológico da UFMT tem conseguido cumprir uma das principais metas dos Zoológicos, que é realizar a reprodução em cativeiro de animais ameaçados de extinção.
No Estado de Mato Grosso, o Zoológico da UFMT é o único órgão receptor de animais silvestres  apreendidos pelos órgãos de fiscalização ambiental ou de animais indevidamente retirados de seus habitats.
O custeio do Zoológico é mantido pela UFMT, mesmo sem estar previsto nos recursos orçamentários do MEC. Conta com a ajuda da iniciativa privada para a manutenção dos animais, tendo como parceiro um frigorífico de Várzea Grande que doa fetos de bezerro ao Zoológico, uma vez que é proibido o abate de fêmeas prenhas e quando isto ocorre não se pode comercializar o feto.
O Zoológico conta com profissionais especializados, como biólogos e veterinários, que zelam pela alimentação, a saúde física e mental e habitat dos animais. Também conta com tratadores especializados na manutenção dos recintos e manejo das espécies.
                  Rev.  eletrônica Mestr. Educ. Ambient. ISSN 1517-1256, v. 24, janeiro a julho de 2010.

Alunos (2º Ano) que foram ao Zoológico da UFMT, leiam o texto e conheçam mais sobre a história do Zoológico. Façam uma análise do texto e comentem sobre a visita que fizeram ao ZOO na aula de Biologia.  Vamos trabalhar de maneira interdisciplinar.
Um abraço. Prof. Lourdes - História.